A última parte da mini série do Art Déco é sobre São Paulo, centro financeiro do Brasil e uma das cidades mais populosas do mundo. A cidade possui uma rica tradição arquitetônica e é um dos principais acervos do Art Déco brasileiro.

No Brasil, a estética chega em 1920 e influencia, principalmente, a arquitetura nacional. Nomes como Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro foram alguns dos responsáveis por trazer as ideias e referências europeias para o território brasileiro. As principais cidades influenciadas pelo movimento são Goiânia, Rio de Janeiro e São Paulo.

Quanto à capital paulista, um dos maiores exemplos de construção Art Déco na cidade é o prédio do Banco de São Paulo. O edifício foi elaborado em materiais nobres, como mármore, granito e bronze, e se caracteriza pelo seu desenho geométrico e pela fachada que ostenta uma rica ornamentação. A maior atração do local, hoje tombado pela prefeitura de São Paulo como patrimônio histórico, é o cofre em seu subsolo e o intricado piso de mosaicos que ali possui.

O edifício Jockey Club é outro exemplo dessa estética em São Paulo, sobretudo após a ampliação do arquiteto francês Henri Sajous, em 1950. Sajous foi o responsável por remodelar fachadas e interiores dos edifícios, abusando do glamour e requintes próprios da vertente neoclássica do Art Déco. A construção foi inspirada no Palais Chaillot parisiense.

A partir de 1950, o Art Déco perde popularidade na capital paulista e dá lugar ao modernismo, estilo marcado pelo uso do concreto e pela ausência de decorações nas fachadas das construções da época.

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